Este espaço pretende ser um espaço de divulgação/partilha de informação, pensamentos, sentimentos poéticos e muitos outros "entos"...
Bucólica
A vida é feita de nadas; De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;
De casas de moradia
Caiadas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma Mãe que faz a trança à filha.
Miguel Torga
"O que é bonito neste mundo, e anima, é ver que na vindima de cada sonho fica a cepa a sonhar outra aventura. E que a doçura que não se prova se transfigura noutra doçura muito mais pura e muito mais nova."
Falta de escrever à mão 'pode prejudicar desenvolvimento cerebral das crianças

Pesquisa sugere que escrever à mão é mais benéfico para crianças.

Computadores nas escolas

"Em certas partes do mundo, há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, isto (esta pesquisa) pode atenuar (esta tendência)", disse Karin James.
Muitas escolas americanas já transformaram o ensino da escrita à mão em alternativa opcional para professores. Por isso, muitos educadores não ensinam mais caligrafia.
Uma solução poderia seria usar algum programa num tablet que simulasse o ato de escrever à mão.
Mas, pelo que a pesquisa da cientista sugere, nada parece substituir a aprendizagem com a escrita à mão.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/02/150212_gch_criancas_teclados_fn
A Monstra à Solta no Funchal na Feira do Livro
Arranca no dia 19 de maio, quinta-feira, no Teatro Baltazar Dias o Festival de Cinema de Animação “Monstra à Solta” que até o dia 21 de Maio promete conquistar quem o visitar.
Com um programa dirigido ao público de todas as idades e sempre com uma vertente pedagógica, os três dias do Festival em coprodução com a Câmara Municipal do Funchal, contam com sessões de competição de curtas-metragens e com sessões para crianças e familiares. Mas o que gera grandes expetativas em torno desta iniciativa inserida na 42º Feira do Livro do Funchal é a proposta de um programa de qualidade, com obras únicas e raramente vistas em Portugal.
Regulamento do Concurso: Ler e Contar Com Amor
Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos dos Estreito de Câmara de Câmara de Lobos
1.
Tema do Concurso
Leitura de um texto em voz alta e/ou (re)conto de
uma história.
2.
Objetivos
Tendo em conta a necessidade da promoção da leitura
nas escolas, a dinamização do Projeto Ler com Amor propõe um concurso de
leitura e de (re)conto, tendo como objetivos desenvolver e aprofundar, nos
alunos participantes, a expressão escrita e/ou a competência da leitura
expressiva; promover a criatividade oral no reconto de histórias e envolver os
participantes na leitura, conto ou reconto de histórias.
3.
Condições gerais de participação
A
participação no Concurso está aberta a todos os alunos de 2.º e 3.º ciclo da EB
2,3 do Estreito de Câmara de Lobos.
3. Modalidades a concurso
Os
concorrentes terão a oportunidade de escolher uma de três modalidades de
concurso:
1.Ler com Amor;
2.Contar com Amor;
3.Ler e contar com Amor.
4. Categorização dos concorrentes
Os concorrentes serão distribuídos por duas categorias
consoante o ciclo que frequentem: 2.º ou 3.º ciclos.
3.
Inscrições e prazos.
Os
alunos interessados em participar no concurso serão responsáveis pela sua
inscrição e deverão fazê-la junto da funcionária da Biblioteca da Escola, em
formulário próprio, disponibilizado pela organização.
Até ao dia 31 de maio.
4.
Textos a Ler e/ou a (re)contar
Os alunos deverão preparar a leitura e/ou (re)conto
de uma fábula (de entre as que se anexam ao presente regulamento). No caso de
se optar pela modalidade a concurso de leitura e (re)conto, os alunos não
poderão usar o mesmo texto para ler e (re)contar.
5. Dia e local
O concurso terá lugar no dia 8 de junho
(quarta-feira)
a partir das 15 horas, na
Biblioteca da escola.
6.
Critérios de avaliação
A avaliação das
leituras/recontos terão em conta os seguintes critérios:
-
Originalidade / Criatividade;
- Colocação
da voz;
- Respeito
pela pontuação;
- Captação da
audiência;
- Correção;
-
Intensidade;
- Ritmo;
-
Expressividade;
-
Articulação.
7. Júri
O Júri será
composto pelos delegadas do grupo 200 e 300 e pela professora dinamizadora da
Biblioteca.
9. Prémios
Será
atribuído um certificado de participação a todos os alunos que concorram a
qualquer uma das categorias a concurso, entregues em cerimónia pública no final
do ano letivo.
10. Outros
Caso não haja
um número suficiente de concorrentes, a coordenação do Projeto Ler com Amor
reserva-se ao direito de adiar/cancelar o concurso.
Esta é uma atividade que o grupo 200 realiza na minha escola pelo segundo ano consecutivo, na qual os alunos adoram participar.
O barco dos Andresen da Dinamarca ancorou em Portugal, o antepassado de Sophia de Mello Breyner Andresen
Os antepassados de Sophia de Mello Breyner chegaram a Portugal em meados do século XIX, vindos da ilha de Föhr, no arquipélago das Frísias. Tudo começou com um adolescente de espírito aventureiro que viria a introduzir o nome Andresen no nosso país.
A história é rocambolesca e tem contornos próprios da literatura de aventura. Imagine-se a vida do jovem Jann Hinrich Andresen, com apenas 14 anos, na ilha de Föhr, no arquipélago das Frísias, no gelado mar do Norte, junto à costa da Dinamarca. Rodeados de água por todos os lados, ainda mais água fértil em vida, os habitantes da ilha não fugiam ao destino e dedicam-se unicamente ao mar. A indústria conserveira e a pesca eram as actividades que dominavam a pequena economia.
Estávamos no século XIX e na altura o isolamento da vida numa ilha era ainda mais constrangedor. Foi neste cenário que certo dia, em 1840, Jann Andresen pediu aos pais – Thomaz Andresen e Thunke Poppen – autorização para embarcar num veleiro.
Após semanas a viajar pelos mares da Europa, o barco ancorou no Porto numa manhã quente, e os marinheiros dinamarqueses tomaram conta da cidade. A bordo manteve-se o mais novo tripulante, o jovem Andresen, com a incumbência de tomar conta da embarcação. Às tantas, aborrecido, encontrou uma pele de um urso-polar e resolveu estendê-la na coberta do barco, com o objectivo de atrair transeuntes.
Por meio de gestos, contava aos curiosos a história da caça ao urso-polar e cobrava 10 réis a quem quisesse entrar no barco para apreciar de perto a pele do animal. O negócio corria-lhe bem até que o comandante, regressado de terra, se deparou com aquele cenário. Irado com a ousadia do rapaz, o comandante perseguiu-o até onde pôde com o intuito de o sovar. Mais rápido e mais jovem, Andresen refugiou-se em terra e nunca mais os seus companheiros lhe puseram a vista em cima.
Maria Alice Rios contou esta aventura no livro Famílias Tradicionais do Porto. Do resto da vida de Jann Hinrich Andresen, o que se sabe é que as coisas lhe correram de feição. Ficou em terra e nunca mais pensou voltar à gelada ilha de Föhr.
Podia não saber falar uma única palavra de português, mas tinha jeito para os negócios. Primeiro, empregou-se numa loja de candeeiros. Deu-se bem. Mais tarde, seguiu a sua paixão: os vinhos. Trabalhou afincadamente e era obstinado nos negócios. Em poucos anos, criou uma verdadeira fortuna com base no vinho do Porto. E aprendeu a falar e a escrever português num ápice. Em 1854, com a anexação das Frísias pelo imperador alemão, durante a Guerra dos Ducados, Jann Hinrich reagiu violentamente e pediu a naturalização portuguesa. D. Fernando II, príncipe regente, concedeu-lha, no Paço de Sintra. A partir de então, o dinamarquês, que na altura já era um respeitado homem de negócios, passou a chamar-se João Henrique Andresen. E assim ficou conhecido para sempre.
Nas gerações que se seguiram, a fortuna da família foi consolidada e os negócios floresceram. João Henrique júnior comprou a Quinta de Campo Alegre, onde a família viveu muitos anos. O primogénito do aventureiro dinamarquês casou-se com uma senhora alemã, discípula do pintor Katzenstein, que era obcecada por flores e plantas. Nos 17 hectares da quinta esta senhora mandou construir um jardim romântico e ecléctico, bem ao estilo bucólico da época.
Foi na Quinta de Campo Alegre que a escritora Sophia de Mello Breyner – 4.ª geração dos Andresen – passou a infância. A casa teve, aliás, grande impacto na obra da poetisa, a primeira mulher a ganhar o Prémio Camões (1999). ” Foi um território fabuloso com uma grande e rica família, servida por uma criadagem numerosa”, disse numa entrevista em 1993. Nessa altura, já a Quinta do Campo Alegre tinha sido transformada em Jardim Botânico do Porto, hoje, ironicamente, dirigido pela arquitecta paisagista Teresa Andresen, descendente de João Henrique Andresen.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Grande escritora, grande Mulher!
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'
Pátria
Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro
Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exactidão
Dum longo relatório irrecusável
E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas
- Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro
Me dói a lua me soluça o mar
E o exílio se inscreve em pleno tempo
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro
Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exactidão
Dum longo relatório irrecusável
E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas
- Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro
Me dói a lua me soluça o mar
E o exílio se inscreve em pleno tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'
https://youtu.be/f_e4lS5Xk_A
PNL/PRL
Alguns livros fantásticos da autora que os nossos alunos gostam muito de ler.
FLORBELA ESPANCA
Florbela Espanca (Vila
Viçosa, 8 de dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de dezembro de 1930), batizada
como Flor Bela Lobo, e que opta por se autonomear Florbela d'Alma da Conceição
Espanca , foi uma poetisa portuguesa. A sua vida, de apenas trinta e seis anos,
foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a
autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de
erotização,feminilidade e panteísmo. Tem uma biblioteca com o seu nome em
Matosinhos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca| Florbela Espanca | |
|---|---|
| Retrato de Florbela Espanca | |
| Data de nascimento | 8 de dezembro de 1894 |
| Local de nascimento | Vila Viçosa |
| Nacionalidade | Portuguesa |
| Data de morte | 8 de dezembro de 1930 (36 anos) |
| Local de morte | Matosinhos |
| Ocupação | Poetisa e contista |
| Magnum opus | Livro de Mágoas; Livro de Soror Saudade; Charneca em Flor;Dominó Preto; As Máscaras do Destino |
Amar!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
Ser Poeta
Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda gente!
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda gente!
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
Características das obras:
A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
OBRAS PUBLICADAS
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Postumamente foram publicadas as obras
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Alguém conhece a história desta menina?
E se eu lhe disser o nome...Anne Frank?
Anne Frank é uma menina judia que, durante a Segunda Guerra Mundial, teve que se esconder para se escapar dos nazis. Juntamente com mais sete outras pessoas, ela esconde-se no Anexo Secreto, localizado no canal Prinsengracht, nº 263, em Amsterdão. Depois de pouco mais de 2 anos escondidos, eles são descobertos e enviados para campos de concentração. O pai de Anne, Otto Frank, é o único das oito pessoas que sobrevive. Depois da sua morte, Anne torna-se famosa no mundo inteiro por causa do diário que escreveu quando ainda estava escondida.
Anne Frank nasceu a 12 de junho de 1929, na cidade alemã de Frankfurt am Main, lugar onde a família do seu pai já vivia por várias gerações. A irmã de Anne, Margot, é três anos e meio mais velha que ela. A crise económica, a ascensão de Hitler ao poder e o crescimento do antissemitismo põem fim à vida tranquila da família. Otto Frank e a sua mulher Edith decidem, como vários outros judeus, deixar a Alemanha.
Otto consegue estabelecer um negócio em Amsterdão e a família encontra uma casa em Merwedeplein. As filhas vão para a escola, Otto trabalha muito no seu negócio e Edith cuida da casa. À medida que a ameaça de guerra cresce na Europa, Otto e a sua família tentam emigrar para a Inglaterra e Estados Unidos porém, estas tentativas falham. A 1 de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. Começa a Segunda Guerra Mundial.
A 10 de maio de 1940, as tropas alemãs invadem a Holanda. Cinco dias depois a Holanda rende-se. Com o país ocupado, rapidamente são aplicadas leis contra os judeus. Tais leis impõem, cada vez mais, restrições que afetam tanto a vida pessoal de Otto e sua família, como o seu negócio. Otto tenta emigrar com sua família para osEUA mas não consegue. Fica cada vez mais claro que a família terá que se esconder. É preparado então o esconderijo, no prédio onde fica a empresa de Otto.
A 5 de julho de 1942, Margot Frank recebe uma convocação para se apresentar para o campo de trabalho forçado na Alemanha. Logo no dia seguinte, a família Frank vai para o esconderijo. A família Van Pels vai para lá uma semana depois e em novembro de 1942 chega uma oitava pessoa ao esconderijo, o dentista Fritz Pfeffer. Eles ficam a morar no Anexo Secreto durante dois anos.
Os escondidos têm que se manter em silêncio, frequentemente sentem medo e, bem ou mal, passar o tempo uns com os outros. Eles são ajudados pelos funcionários do escritório - Johannes Kleiman, Victor Kugler, Miep Gies e Bep Voskuijl - além do marido de Miep Gies, Jan Gies, e do gerente do armazém Johannes Voskuijl, o pai de Bep. Esses ajudantes tratam não somente de trazer alimentos, roupas e livros; eles também significam o contato com o mundo exterior para as pessoas no esconderijo.
Pouco antes de ir para o esconderijo, Anne recebe um diário de presente de aniversário. Ela começa a escrever imediatamente e, durante o seu tempo no esconderijo, escreve sobre os acontecimentos no Anexo Secreto bem como sobre si mesma. O seu diário é um grande apoio para ela. Anne também escreve contos e coleciona as suas frases favoritas de outros escritores no seu Livro de Belas Frases.
Quando o Ministro da Educação, através da rádio inglesa, faz um pedido para as pessoas guardarem os diários de guerra, Anne decide editar o seu e criar um romance chamado "O Anexo Secreto". Ela começa a reescrever o seu diário, mas antes que consiga terminar, ela e as outras pessoas do esconderijo são presas.
A 4 de agosto de 1944 os escondidos são presos juntamente com os ajudantes Johannes Kleiman e Victor Kugler. Através da sede do Serviço de Segurança alemão (Sichterheidsdienst), das prisões e do campo de transição de Westerbork, eles são deportados para Auschwitz. Os dois ajudantes são enviados para o campo de Amersfoort. Johannes Kleiman é libertado pouco depois da detenção e, seis meses mais tarde, Victor Kugler consegue escapar. Imediatamente após a prisão, Miep Gies e Bep Voskuijl resgatam o diário de Anne e papéis que foram deixados para trás no Anexo Secreto. Apesar de intensas investigações, nunca ficou claro como o esconderijo foi descoberto.
Otto Frank é o único das oito pessoas do esconderijo que sobrevive à guerra. Durante a sua longa viagem de volta à Holanda, ele fica a saber que sua mulher, Edith, morreu. Ele ainda não sabe o que aconteceu às suas filhas e mantém a esperança de reencontrá-las vivas. O seu retorno a Amsterdão ocorre no início de junho. Ele vai diretamente encontrar-se com Miep e Jan Gies e permanece com eles por mais sete anos.
Em julho, na tentativa da encontrar as suas filhas, Otto recebe a notícia de que ambas morreram de doença e fome em Bergen-Belsen. Miep Gies entrega-lhe então o diário e os papéis de Anne. Otto lê o diário e descobre uma Anne completamente diferente. Seus textos emocionam-no profundamente.
Anne escreveu no seu diário que queria tornar-se escritora ou jornalista e que gostaria de ver o seu diário publicado como um romance. Amigos de Otto Frank o convenceram da grande expressividade do diário e, em 25 de Junho de 1947, "O Diário de Anne Frank" é publicado numa edição de 3.000 exemplares. Seguem-se a esta, muitas outras edições, traduções, uma peça de teatro e um filme.
Pessoas de todos os lugares do mundo passam a conhecer a história de Anne Frank. Ao longo dos anos, Otto Frank responde a milhares de cartas de pessoas que leram o diário da sua filha. Em 1960, a Casa da Anne Frank torna-se um museu. Otto Frank permanece envolvido com a Casa Anne Frank e com campanhas pelo respeito dos Direitos Humanos até à sua morte, em 1980.
http://www.annefrank.org/pt/Anne-Frank/O-resumo-da-historia/
Uma história que nos relembra em alguns momentos a vida de Anne Frank...
Um filme fantástico para os nossos alunos!
Data de lançamento: 23
de janeiro de 2014 (Portugal)
Direção: Brian
Percival
Adaptação de: A Menina
que Roubava Livros
Autor: Markus Zusak
Música composta por: John Williams
Os livros da minha infância...histórias mágicas!
Recordo com saudade...
Sexta feira era o dia de ir à biblioteca da vila, entregar os livros que tinha lido e requisitar novas leituras. Adorava entrar naquela biblioteca pequenina e que cheirava a mofo e preencher o papel da requisição...fazia sentir-me adulta!
Adorava e adoro o cheiro dos livros...os livros são mágicos!
Partilho, neste espaço, algumas histórias que encantaram a minha infância.
AS MELHORES FRASES DOS PIORES ALUNOS
OU
AS PIORES FRASES DOS MELHORES ALUNOS?
A imaginação que os nossos alunos possuem é fantástica!!!
Frases retiradas de testes, fichas, aulas, ....
"Na Idade Média os tractores eram puxados por bois, pois não tinham gasolina."
"Ecologia é o estudo dos ecos, isto é, da ida e vinda dos sons."
"A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje"
"O cérebro tem uma capacidade tão grande que hoje em dia, praticamente, toda a gente tem um."
"O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada."
"Nos aviões, os passageiros da primeira classe sofrem menos acidentes que os da classe económica."
"Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer."
"A água tem uma cor inodora."
"A luta greco-romana causou a guerra entre esses dois países."
"O tabaco é uma planta carnívora que se alimenta de pulmões."
"Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado."
"As aves têm na boca um dente chamado bico."
"A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo."
"Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros."
"Na segunda guerra mundial toda a Europa foi vítima da barbie nazista."
"Quando os egípcios viam a morte a chegar, disfarçavam-se de múmia."
"Portugal fica no continente Atlântico!"
"Homero foi um poeta grego da antiga Rússia."
"Um país da CPLP é ... a Alemanha!"
"Praia fluvial: é uma praia que flutua..."
"Ecologia é o estudo dos ecos, isto é, da ida e vinda dos sons."
"A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje"
"O cérebro tem uma capacidade tão grande que hoje em dia, praticamente, toda a gente tem um."
"O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada."
"Nos aviões, os passageiros da primeira classe sofrem menos acidentes que os da classe económica."
"Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer."
"A água tem uma cor inodora."
"A luta greco-romana causou a guerra entre esses dois países."
"O tabaco é uma planta carnívora que se alimenta de pulmões."
"Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado."
"As aves têm na boca um dente chamado bico."
"A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo."
"Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros."
"Na segunda guerra mundial toda a Europa foi vítima da barbie nazista."
"Quando os egípcios viam a morte a chegar, disfarçavam-se de múmia."
"Portugal fica no continente Atlântico!"
"Homero foi um poeta grego da antiga Rússia."
"Um país da CPLP é ... a Alemanha!"
"Praia fluvial: é uma praia que flutua..."
O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
Uma história que todos vão gostar de voltar a ler!
Para descontrair... professores modernos



https://youtu.be/tmuBMLWXwgI
A "Língua" Madeirense
É sabido que na Madeira e Porto Santo fala-se de uma maneira muito especial. A partir de frases/palavras em português ou outras línguas, desenvolveu-se uma linguagem muito peculiar nestas ilhas. Esta linguagem é geralmente formada por corrupção e/ou deformação dessas mesmas frases ou palavras.
Dois exemplos dessa formação, Chimeco: Diz-se que tem origem na palavra inglesa shoemaker (sapateiro), outrora inscrita numa sapataria da cidade do Funchal, cujo dono era de estatura relativamente pequena. Assim, na linguagem popular madeirense, por corrupção, ficou chimeco para caracterizar um homem de pequena estatura. Stefan: Roda sobressalente de um automóvel. Quando foi inventada a roda sobressalente, pela fábrica Stepney Road Grip, em 1914, logo se usou o nome da fábrica para definir essa roda.
Para mais exemplos, segue-se um pequeno dicionário do que ainda é possível ouvir no dia-a-dia do falar madeirense.
Expressões que só um madeirense entende...
A
Abelhinha – Automóvel, taxi.
Abicar-se – Atirar-se.
Aboseirado – Sentado descontraídamente
Aduelas – Costelas; “Estepilha, levei um sopapo e quebrei as aduelas”.
Afiusas – Esperar ter sucesso a troco de outro. Assegurar
Agarra-te às orelhas – Diz-se quando se tropeça e cai.
Agetivar – Amealhar.
Ajoujar – Sofrer o peso de qualquer carga ou ceder com o peso.
B
Babádo – Tolo.
Bábeda – Pequena erupção da pele; baba
Babiar – Derrapar
Babuginha – água que fica perto da rebentação das ondas
Bagas – Olhos.
Balaio – Cesto
Baldear – Cair
Batoque – Rolha.
Bêbra – Tipo de figo grande típico na Madeira.
Beiçolas – Aquele que mostra tristeza.
Bibi – Galinha (infantil).
Bicharada – Grupo numeroso de pessoas.
Bicho de pêssego – Diz-se de quem é irrequieto.
Bicho do buraco – Diz-se de quem é acanhado.
Bilhardar – falar dos outros, espreitar, ver, ter curiosidade na vida dos outros (vem de Bilharda – o pau que move as precianas na janela)
Bisalho – Pinto
C
Caçoar – gozar ou fazer troça de alguém. “Tás a caçoar comigo?”
Cachimónia – Cérebro.
Cacul – Cheio a transbordar
Cacúlo – Monte de terra.
Cambado – Coxo
Canalha – Conjunto de crianças
D
Da fábrica se-me-dão – Coisa gratuita.
Dar aúga a pintos – Que não dá nada; pessoa muito forreta.
Dar Bêbras – Horas erradas “O teu relógio ta dar “bêbras””
Dar o canêlo – Morrer.
Dar no gôto – Causar inveja, engasgar-se
Dar uma carreira – correr
De pata rapada – Descalço; Zé Ninguém.
Diache: Diabo “Ah Diache…” Seu Diache…”
Para quem tiver curiosidade aqui fica o site:
Para quem tiver curiosidade aqui fica o site:
http://ncultura.pt/300-expressoes-que-so-um-madeirense-entende/2/
Escritores Madeirenses

Maria Aurora Carvalho Homem
SINOPSE
Pedro Pesquito é um amante do mar e do mergulho. Herdou o nome do avô, que era pescador em Câmara de Lobos. Num dos muitos mergulhos encontra um amigo especial...
Sobre a autora:
Maria Aurora nasceu em
1937 em Sátão, distrito de Viseu, filha de uma professora primária e neta de um
médico de uma família tradicional da Beira Alta, tendo-se radicado na Madeira a
partir de 1974.
Licenciada em
Filologia Românica pela Universidade de Coimbra, foi professora do Ensino
Secundário, fez rádio e televisão (apresentadora de Atlântida na RTP Madeira).
Foi, também, jornalista (A Capital e Diário de Lisboa), animadora cultural e
coordenadora da revista Margem, editada pela Câmara Municipal do Funchal, a
cujo departamento cultural pertenceu e através do qual dinamizou a Feira do
Livro.
Tem diversas obras
publicadas na área da poesia e conto infantil, tendo recebido a Medalha da
Cidade do Funchal.
A 10 de Junho de 2007,
foi feita Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.
Faleceu aos 72 anos,
vítima de doença prolongada.
Outras obras infantis publicadas:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Aurora
Outros autores madeirenses
Outros autores madeirenses
Sinopse:
A partir da Baía que Winston Churchill pintou em 1950, teceu-se uma coletânea de narrativas poéticas que projeta-nos para múltiplos universos reais e oníricos. Uma viagem por uma terra onde jorra avidamente o melhor néctar que alegra Baco e faz-nos sentir a poesia que brota no olhar do povo. Pedaços de sonhos poéticos alimentam as histórias onde os heróis talvez foram felizes para sempre.Numa terra onde todos falam e ninguém ouve uma única voz, a poesia é o melhor ato e espaço de liberdade para sermos um bom corpo-semente que, comunica, anima, toca, retoca, move e sente.
Um lugar de sentimento e de reflexão que convida-nos para uma caminhada sem ponto de partida, na certeza de que por mais reviravoltas que dermos à vida, ela não para de avançar.
O que está nas entrelinhas é a melhor poesia para podermos conhecer os prenúncios que movem o mundo, que não deixa ninguém de fora. Pois o universo poético é inclusivo e revela a força da imaginação que leva-nos a qualquer sítio.

Segredos de uma Ilha - O Início, de Natacha e Bruno Silveira, o primeiro volume de uma saga de intriga e suspense, que faz reminiscência ao género sobrenatural, tem a ilha da Madeira como pano de fundo para o desenrolar da acção. Caniço, Câmara de Lobos e Paul da Serra são alguns dos cenários da história. A obra foi apresentada ao público no Auditório do Colégio dos Jesuítas da Universidade da Madeira.
http://silenciosquefalam.blogspot.pt/2015/05/dois-livros-de-autores-madeirenses.html
Fábulas-O Mundo Maravilhoso da Imaginação
https://youtu.be/yC9YTqbvpgQ
https://youtu.be/rTyxfQ3ZmNk
https://youtu.be/ApolO9WaoiA
https://youtu.be/PiMYYc78Nik
A fábula é uma narrativa em prosa ou poema épico breve de caráter moralizante, protagonizado por animais, plantas ou até objetos inanimados. Contém geralmente uma parte narrativa e uma breve conclusão moralizadora, onde os animais se tornam exemplos para o ser humano, sugerindo uma verdade ou reflexão de ordem moral.
Os mais famosos escritores de fábulas são Esopo, Fedro e La Fontaine. Este último, criou uma obra-prima intitulada "Fábulas", dividida em 12 livros, onde o autor usa linguagem ágil e expressiva para analisar com mestria a alma e a natureza do ser humano. Escritas em verso livre e publicadas entre 1668 e 1694, as Fábulas contêm uma crítica lúcida e satírica à sociedade do final do século XVII, mas podem ser aplicadas nos dias de hoje.
http://www.significados.com.br/fabula/
No Fim
No fim de tudo dormir.
No fim de quê?
No fim do que tudo parece ser...,
Este pequeno universo provinciano entre os astros,
Esta aldeola do espaço,
E não só do espaço visível, mas até do espaço total.
Eça de Queirós
| Nome completo | José Maria de Eça de Queiroz |
| Data de nascimento | 25 de novembro de 1845 |
| Local de nascimento | Póvoa de Varzim |
| Nacionalidade | |
| Data de morte | 16 de agosto de 1900 (54 anos) |
| Local de morte | Paris |
| Ocupação | Romancista, contista |
| Magnum opus | Os Maias |
| Assinatura |
|
https://pt.wikipedia.org/wiki/E%C3%A7a_de_Queir%C3%B3s
Os Maias é uma das obras mais conhecidas do escritor português Eça de Queirós. O livro foi publicado no Porto em 1888.
Quem não se lembra da imagem tradicional da escola primária onde estudou?
Em jeito de despedida...
No Fim
No fim de tudo dormir.
No fim de quê?
No fim do que tudo parece ser...,
Este pequeno universo provinciano entre os astros,
Esta aldeola do espaço,
E não só do espaço visível, mas até do espaço total.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa






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