Olá a todos! Chamo-me Cláudia Silva e sou professora de Português em exercício de funções na Região Autónoma da Madeira. Este Blogue pretende ser um espaço de trabalho, aprendizagem, partilha e reflexão no âmbito do Seminário de Prática Pedagógica da Universidade Aberta. Desejo a todos um excelente trabalho! Cláudia Silva
sexta-feira, 17 de junho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Reflexão Final
Esta Unidade Curricular
de Seminário de Prática Pedagógica foi o início de uma nova fase na minha aprendizagem. Após algumas
dúvidas e receios se seria capaz de elaborar um portefólio digital e manter um
blogue atualizado e como o fazer, umas vezes entusiasmada, outras apreensiva, lá
fui percorrendo o meu caminho…suponho que tudo isto faça parte do processo de
aprendizagem.
O meu trabalho passou
por várias fases, desde leituras em vários suportes, a redação de textos,
reflexões e pesquisas, tendo sempre em conta a temática da Unidade Curricular.
Editei o que para mim foi pertinente, tendo em conta, também, a minha
personalidade e forma de ver o mundo, a escola, os alunos e o ensino.
Decidi colocar duas
páginas, além da página inicial, uma dedicada a português e outra a história e
geografia de Portugal. Estas páginas funcionaram como um complemento ao
portefólio com algumas informações, imagens, vídeos, curiosidades e poemas de
autores que sempre gostei desde a minha adolescência. Como vivo e leciono na
ilha da Madeira há treze anos, decidi colocar algumas informações sobre a
mesma, pois achei pertinente e lógico abordar essas referências.
O blogue foi alvo de
reformulações constantes, de forma a atingir o resultado pretendido, pois penso
que só com dedicação e empenho se consegue atingir as nossas metas. Este foi
uma mais-valia na construção do meu conhecimento bem como na minha construção reflexiva
e profissional.
Aprendizagens: Com esta Unidade Curricular, relembrei e reforcei algumas experiências relacionadas com o ensino de português e enriqueci o meu conhecimento ao nível da disciplina de história e geografia de Portugal, tanto a nível da avaliação como ao nível da planificação.
Aprendizagens: Com esta Unidade Curricular, relembrei e reforcei algumas experiências relacionadas com o ensino de português e enriqueci o meu conhecimento ao nível da disciplina de história e geografia de Portugal, tanto a nível da avaliação como ao nível da planificação.
Finalizo, agradecendo à
professora Branca Santos, aos colegas e a todos os que me acompanharam e motivaram neste
projeto pessoal de aprendizagem.
Com saudade...
Com saudade...
Um grande bem-haja a
todos e continuações de uma vida próspera de conhecimento!
Cláudia Mota Silva
Nota: Todos as reflexões que constam no blogue são da minha autoria, os restantes textos, estão todos devidamente identificados.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Às vezes é necessário fazer quilómetros para chegar à escola, mas a vontade de aprender é superior!
http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2014-09-08-a-caminho-da-escola
http://noctulachannel.com/caminhos-mais-perigosos-para-escola/
Consegues imaginar que, para ires à escola, tinhas que percorrer alguns dos caminhos mais perigosos do mundo? Andar a pé vários quilómetros, descer rios numa bóia, passar pontes perigosas, subir montanhas ou até fazer slide? Isso é o que muitas crianças têm que fazer para terem aulas…
É importante não esquecer que, em algumas partes do mundo, a escola é um luxo difícil de alcançar. Muitas crianças têm que fazer os mais incríveis e inimagináveis caminhos para receber a educação que alguns de nós veem como garantido.
Estas fotografias vão mostrar-te o quanto algumas crianças estão dispostas a ir para ter uma educação.
Cinco horas de viagem pelas montanhas num caminho muito estreito, provavelmente, a escola mais remota do mundo. (Gulu, China)
Alunos sobem escadas de madeira inseguras para ter aulas. (Aldeia de Zhang Jiawan, sul da China)
Crianças viajam para um colégio interno através dos Himalaias. (Zanskar, Índia)
Os alunos a atravessar uma ponte suspensa danificada. (Lebak, Indonésia)
http://noctulachannel.com/caminhos-mais-perigosos-para-escola/
Em Portugal, temos atualmente e infelizmente, ainda alguns casos de crianças que moram muito longe da escola e que têm que percorrer vários quilómetros por dia para prosseguirem os seus estudos, no entanto, nada comparável ao que estas crianças passam!
120 quilómetros diários para ir à escola
Diogo Santos, sete anos, sofre de amaurose congénita de Leber, uma forma hereditária de perda de visão. Um caso raro que acontece à nascença. Perdeu a visão nessa altura.
Nos primeiros cinco anos, frequentou o infantário da cidade, mas desde o ano letivo 2014/2015, altura em que passou para o primeiro ciclo, Mirandela deixou de ter capacidade de resposta, porque não existe uma escola de referência nem foi colocada qualquer professora especializada em Braille.
O Estado criou uma rede de escolas de referência para a inclusão de alunos cegos ou baixa visão. Na região transmontana, só havia duas: ou o Agrupamento de Escolas Abade de Baçal, em Bragança, ou Diogo Cão, em Vila Real, escola sobre a qual recaiu a escolha.
A rotina diária foi completamente alterada. Diogo levanta-se todos os dias às sete horas para, meia hora depois, estar à porta de casa pronto a viajar até Vila Real, onde frequenta a escola, numa turma com mais 25 alunos. São cerca de 60 quilómetros de táxi. “A escola contratou uma empresa para levar o Diogo e outra menina de Cabanelas”, conta o pai, Miguel Ângelo.
O regresso acontece cerca das 17.30 horas, com a chegada a casa às 18.15 horas. São 120 quilómetros diários.
https://escolapt.wordpress.com/2015/12/28/120-quilometros-diarios-para-ir-a-escola/
É com estas imagens impressionantes e com estas crianças fantásticas que se constrói o mundo! É por isto e muito mais que vale a pena abraçar esta profissão de corpo e alma!!!
terça-feira, 14 de junho de 2016
Multiculturalidade
https://youtu.be/kBIa0QOovB8
https://youtu.be/j5UKCOGWacg
Hoje em dia vivemos numa
sociedade multicultural a qual se repercutiu, como era de esperar, ao sistema
de ensino “Sem dúvida, as evoluções
demográficas, económicas, políticas e culturais transformam os públicos
escolares e as condições de escolarização e acabam por obrigar a escola a
mudar” (Perrenoud, 1999). Com a
massificação da escolaridade, a diversidade passou a ser um dos grandes desafios
para os docentes habituados aos chamados alunos “padrão”. Destarte, as escolas
atuais têm que conciliar uma grande variedade de diferenças de aprendizagens,
elaborar estratégias de ensino eficazes e adaptar os currículos de modo a
torná-los, exequivelmente, adequados à presente realidade escolar multicultural.
Atendendo
à diversidade dos seus alunos, evitando enviesamentos, discriminações sociais,
culturais, pedagógicas, preconceitos e desigualdades, o docente deverá optar
por posições de equilíbrio entre a transmissão do saber e as
capacidades/limitações dos seus alunos, desenvolvendo a prática da aceitação,
consciencialização, respeito e valor pela diversidade, seja ela de que tipo
for. Deve, ainda, tentar abordar no programa da sua disciplina, conteúdos/aspetos
multiculturais que sejam culturalmente relevantes assentes num crescendo cada
vez mais inclusivo nas suas escolhas. Ao nível das estratégias deve elaborar
uma planificação cuidadosa tendo em conta as reais necessidades dos alunos (dar
mais tempo aos alunos que necessitem; usar estratégias de diferenciação; usar recursos
que abordem culturas diferentes; aulas de aprendizagem cooperativa; adaptar
objetivos e matérias; gerir tempo; utilizar o espaço de modo diferente quando
necessário, entre muitas outras).
Cláudia Mota Silva
Bibliografia:
- Arends, R. (2008). Aprender
a Ensinar. Madrid: McGrawHill.
- Perrenoud, Ph. (1999). Formar professores em contextos sociais
em mudança. Prática reflexiva e participação crítica. Revista
Brasileira de Educação, nº12, pp. 5-21 [1999 34].
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