Finalmente...de férias!!!
Olá a todos! Chamo-me Cláudia Silva e sou professora de Português em exercício de funções na Região Autónoma da Madeira. Este Blogue pretende ser um espaço de trabalho, aprendizagem, partilha e reflexão no âmbito do Seminário de Prática Pedagógica da Universidade Aberta. Desejo a todos um excelente trabalho! Cláudia Silva
domingo, 7 de agosto de 2016
quarta-feira, 27 de julho de 2016
10 Livros infantis que todo adulto deveria ler
- Autor: Antoine de Saint-Exupéry
- Ano: 1943
- País: França
Livro recheado de belas metáforas que ajudam as crianças a compreenderem conceitos como a amizade.
Com um alto teor filosófico e poético, O Pequeno Príncipe é aconselhado para os adultos por também tratar subtilmente sobre a perda da inocência, conforme os indivíduos vão crescendo e saindo da infância.
- Autor: Mark Twain
- Ano: 1876
- País: Estados Unidos
A história criada por Mark Twain narra as aventuras do jovem Tom Sawyer, que vive com a sua tia Polly, com o irmão Sid e o inseparável amigo Huckleberry Finn.
Twain é conhecido por ser amante da liberdade, da paz e da justiça, valores estes que passou para a personalidade de Tom Sawyer.
Este livro também narra as belíssimas paisagens e estilo de vida do interior da região do “imenso Mississippi”, nos Estados Unidos, durante meados do século XIX.
- Autor: José Saramago
- Ano: 2001
- País: Portugal
Este pequeno conto criado pelo mestre da literatura portuguesa é uma das poucas obras do autor direcionado para as crianças.
Mas, como esta lista é para “livros infantis que adultos deveriam ler”, A Maior Flor do Mundo é um magnífico exemplo de como “coisas incríveis podem acontecer” quando se está imerso no mundo da literatura.
- Autor: José Mauro de Vasconcelos
- Ano: 1968
- País: Brasil
Este sensível e belo romance juvenil ensina que mesmo (e principalmente) nos momentos de dificuldade, a união, o amor e o companheirismo são as armas ideais para ultrapassar todos os problemas.
Zezé, o protagonista do livro, negligenciado pela sua família, encontra apoio e força onde os adultos nunca imaginariam encontrar!
- Autor: Irmãos Grimm
- Ano: 1812
- País: Alemanha
Quem não conhece os clássicos da Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Branca de Neveou João e Maria? Todos esses contos são de autoria dos Irmãos Grimm!
O que muitos não sabem é que algumas dessas histórias são releituras de lendas populares da Idade Média, com adaptações para o público infantil.
Um adulto, ao ler estes contos na versão original, iria se deparar com referências a temas bastante sérios, como a pobreza, a negligência familiar, a violência sexual, entre outros.
- Autor: Lewis Carroll
- Ano: 1865
- País: Reino Unido
Mesmo que você nunca tenha lido este livro, provavelmente já ouviu falar da Alice, do Chapeleiro Maluco, do Gato Que Ri ou da Rainha de Copas em algum momento da sua vida, certo?
O que talvez você não tenha notado (para isso tem que ler o livro!) é que Lewis Carrollrecheou esta história nonsense com muitas sátiras, paródias e enigmas que podem passar despercebidos entre a criançada.
Se você já leu Alice no País das Maravilhas quando era criança, experimente fazer uma releitura agora e, com certeza, vai se admirar!
Esta é a sequência de Alice no País das Maravilhas, lançado em 1871, outro grande clássico da literatura fantástica que deve ser lido por todos os amantes dos livros (e não apenas as crianças).
Assim como no primeiro livro sobre as aventuras de Alice, Lewis Carroll carregou nos elementos críticos à sociedade e ao “moralismo exacerbado” dos contos de fada da época.
- Autor: Lemony Snicket (sob o pseudônimo de Daniel Handler)
- Ano: 1999 - 2006
- País: Estados Unidos
Na verdade, não se trata de um livro, mas treze deles!
Ao longo dos livros, conhecemos os irmãos Baudelaire e suas aventuras contra as situações mais trágicas possíveis!
As diversas referências literárias e de personalidades históricas e artísticas, torna-se um grande divertimento para os adultos que leem esta série!
A crítica à ignorância social e ao relativismo moral também está presentes na obra de Snicket / Handler.
- Autor: Lyman Frank Baum
- Ano: 1900
- País: Estados Unidos
O Maravilhoso Mágico de Oz é o primeiro livro de uma série que narra as aventuras de Dorothy Ventania na Terra de Oz.
Aos olhos inocentes de uma criança, este livro é apenas um grande entretenimento. Porém, existem diversas teorias e estudos da narrativa criada por Baum.
Uma das primeiras teorias sobre este conto diz que O Maravilho Mágico de Oz seria nada mais do que um manifesto ao Movimento Populista, que ocorreu nos Estados Unidos, no final do século XIX.
- Autor: Maurice Sendak
- Ano: 1963
- País: Estados Unidos
Onde Vivem os Monstros é uma coletânea sensível e rica de lições de vida para pessoas de todas as idades!
Enfrentar os medos, as dificuldades e nunca subestimar o poder de apoio da família e amigos são algumas das ideias transmitidas neste clássico que ficou bastante popular recentemente pela adaptação cinematográfica de Spike Jones, em 2009.
- Autor: Ziraldo
- Ano: 1969
- País: Brasil
Não é uma das obras mais populares do Ziraldo, mas com certeza uma das mais divertidas e significativas.
Nesta história, o personagem principal não é uma pessoa, mas sim uma cor! Uma cor “diferente”, que não consegue se adaptar ou se identificar com as outras.
Com certeza, a principal lição de Flicts é a importância de aceitar o diferente. Muitos adultos preconceituosos precisam ler este livro, definitivamente!
- http://pensador.uol.com.br/livros_infantis_para_criancas_e_adultos/
sexta-feira, 17 de junho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Reflexão Final
Esta Unidade Curricular
de Seminário de Prática Pedagógica foi o início de uma nova fase na minha aprendizagem. Após algumas
dúvidas e receios se seria capaz de elaborar um portefólio digital e manter um
blogue atualizado e como o fazer, umas vezes entusiasmada, outras apreensiva, lá
fui percorrendo o meu caminho…suponho que tudo isto faça parte do processo de
aprendizagem.
O meu trabalho passou
por várias fases, desde leituras em vários suportes, a redação de textos,
reflexões e pesquisas, tendo sempre em conta a temática da Unidade Curricular.
Editei o que para mim foi pertinente, tendo em conta, também, a minha
personalidade e forma de ver o mundo, a escola, os alunos e o ensino.
Decidi colocar duas
páginas, além da página inicial, uma dedicada a português e outra a história e
geografia de Portugal. Estas páginas funcionaram como um complemento ao
portefólio com algumas informações, imagens, vídeos, curiosidades e poemas de
autores que sempre gostei desde a minha adolescência. Como vivo e leciono na
ilha da Madeira há treze anos, decidi colocar algumas informações sobre a
mesma, pois achei pertinente e lógico abordar essas referências.
O blogue foi alvo de
reformulações constantes, de forma a atingir o resultado pretendido, pois penso
que só com dedicação e empenho se consegue atingir as nossas metas. Este foi
uma mais-valia na construção do meu conhecimento bem como na minha construção reflexiva
e profissional.
Aprendizagens: Com esta Unidade Curricular, relembrei e reforcei algumas experiências relacionadas com o ensino de português e enriqueci o meu conhecimento ao nível da disciplina de história e geografia de Portugal, tanto a nível da avaliação como ao nível da planificação.
Aprendizagens: Com esta Unidade Curricular, relembrei e reforcei algumas experiências relacionadas com o ensino de português e enriqueci o meu conhecimento ao nível da disciplina de história e geografia de Portugal, tanto a nível da avaliação como ao nível da planificação.
Finalizo, agradecendo à
professora Branca Santos, aos colegas e a todos os que me acompanharam e motivaram neste
projeto pessoal de aprendizagem.
Com saudade...
Com saudade...
Um grande bem-haja a
todos e continuações de uma vida próspera de conhecimento!
Cláudia Mota Silva
Nota: Todos as reflexões que constam no blogue são da minha autoria, os restantes textos, estão todos devidamente identificados.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Às vezes é necessário fazer quilómetros para chegar à escola, mas a vontade de aprender é superior!
http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2014-09-08-a-caminho-da-escola
http://noctulachannel.com/caminhos-mais-perigosos-para-escola/
Consegues imaginar que, para ires à escola, tinhas que percorrer alguns dos caminhos mais perigosos do mundo? Andar a pé vários quilómetros, descer rios numa bóia, passar pontes perigosas, subir montanhas ou até fazer slide? Isso é o que muitas crianças têm que fazer para terem aulas…
É importante não esquecer que, em algumas partes do mundo, a escola é um luxo difícil de alcançar. Muitas crianças têm que fazer os mais incríveis e inimagináveis caminhos para receber a educação que alguns de nós veem como garantido.
Estas fotografias vão mostrar-te o quanto algumas crianças estão dispostas a ir para ter uma educação.
Cinco horas de viagem pelas montanhas num caminho muito estreito, provavelmente, a escola mais remota do mundo. (Gulu, China)
Alunos sobem escadas de madeira inseguras para ter aulas. (Aldeia de Zhang Jiawan, sul da China)
Crianças viajam para um colégio interno através dos Himalaias. (Zanskar, Índia)
Os alunos a atravessar uma ponte suspensa danificada. (Lebak, Indonésia)
http://noctulachannel.com/caminhos-mais-perigosos-para-escola/
Em Portugal, temos atualmente e infelizmente, ainda alguns casos de crianças que moram muito longe da escola e que têm que percorrer vários quilómetros por dia para prosseguirem os seus estudos, no entanto, nada comparável ao que estas crianças passam!
120 quilómetros diários para ir à escola
Diogo Santos, sete anos, sofre de amaurose congénita de Leber, uma forma hereditária de perda de visão. Um caso raro que acontece à nascença. Perdeu a visão nessa altura.
Nos primeiros cinco anos, frequentou o infantário da cidade, mas desde o ano letivo 2014/2015, altura em que passou para o primeiro ciclo, Mirandela deixou de ter capacidade de resposta, porque não existe uma escola de referência nem foi colocada qualquer professora especializada em Braille.
O Estado criou uma rede de escolas de referência para a inclusão de alunos cegos ou baixa visão. Na região transmontana, só havia duas: ou o Agrupamento de Escolas Abade de Baçal, em Bragança, ou Diogo Cão, em Vila Real, escola sobre a qual recaiu a escolha.
A rotina diária foi completamente alterada. Diogo levanta-se todos os dias às sete horas para, meia hora depois, estar à porta de casa pronto a viajar até Vila Real, onde frequenta a escola, numa turma com mais 25 alunos. São cerca de 60 quilómetros de táxi. “A escola contratou uma empresa para levar o Diogo e outra menina de Cabanelas”, conta o pai, Miguel Ângelo.
O regresso acontece cerca das 17.30 horas, com a chegada a casa às 18.15 horas. São 120 quilómetros diários.
https://escolapt.wordpress.com/2015/12/28/120-quilometros-diarios-para-ir-a-escola/
É com estas imagens impressionantes e com estas crianças fantásticas que se constrói o mundo! É por isto e muito mais que vale a pena abraçar esta profissão de corpo e alma!!!
terça-feira, 14 de junho de 2016
Multiculturalidade
https://youtu.be/kBIa0QOovB8
https://youtu.be/j5UKCOGWacg
Hoje em dia vivemos numa
sociedade multicultural a qual se repercutiu, como era de esperar, ao sistema
de ensino “Sem dúvida, as evoluções
demográficas, económicas, políticas e culturais transformam os públicos
escolares e as condições de escolarização e acabam por obrigar a escola a
mudar” (Perrenoud, 1999). Com a
massificação da escolaridade, a diversidade passou a ser um dos grandes desafios
para os docentes habituados aos chamados alunos “padrão”. Destarte, as escolas
atuais têm que conciliar uma grande variedade de diferenças de aprendizagens,
elaborar estratégias de ensino eficazes e adaptar os currículos de modo a
torná-los, exequivelmente, adequados à presente realidade escolar multicultural.
Atendendo
à diversidade dos seus alunos, evitando enviesamentos, discriminações sociais,
culturais, pedagógicas, preconceitos e desigualdades, o docente deverá optar
por posições de equilíbrio entre a transmissão do saber e as
capacidades/limitações dos seus alunos, desenvolvendo a prática da aceitação,
consciencialização, respeito e valor pela diversidade, seja ela de que tipo
for. Deve, ainda, tentar abordar no programa da sua disciplina, conteúdos/aspetos
multiculturais que sejam culturalmente relevantes assentes num crescendo cada
vez mais inclusivo nas suas escolhas. Ao nível das estratégias deve elaborar
uma planificação cuidadosa tendo em conta as reais necessidades dos alunos (dar
mais tempo aos alunos que necessitem; usar estratégias de diferenciação; usar recursos
que abordem culturas diferentes; aulas de aprendizagem cooperativa; adaptar
objetivos e matérias; gerir tempo; utilizar o espaço de modo diferente quando
necessário, entre muitas outras).
Cláudia Mota Silva
Bibliografia:
- Arends, R. (2008). Aprender
a Ensinar. Madrid: McGrawHill.
- Perrenoud, Ph. (1999). Formar professores em contextos sociais
em mudança. Prática reflexiva e participação crítica. Revista
Brasileira de Educação, nº12, pp. 5-21 [1999 34].
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