domingo, 29 de maio de 2016


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Para descansar a mente...   

Clair de Lune-Debussy
https://youtu.be/CvFH_6DNRCY



David Garrett-Albinoni-Adagio
https://youtu.be/K0W2kcH74Ws



Alunos Sobredotados

"Três a cinco por cento das crianças e adolescentes portugueses são sobredotados, mas não existe qualquer apoio para estes alunos em Portugal. O presidente da Associação Nacional para o Estudo e a Intervenção na Sobredotação (ANEIS), defende que a solução passa por "uma escola inclusiva" e pela formação dos professores. Tudo para evitar que os sobredotados acabem por ter insucesso escolar."
http://www.dn.pt/arquivo/2005/interior/alunos-sobredotados-fora-dos-curriculos-escolares-609033.html

Esta foi uma notícia de 2005, mas se pensarmos bem, atualmente, a situação continua praticamente igual.

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Características e potenciais problemas associados à sobredotação

Características
Problemas possíveis
Aquisição e retenção rápida da informação
Impaciência face à lentidão dos outros, alheamento
Atitude investigativa, curiosidade, motivação intrínseca
Perguntas desconcertantes, obstinação em alguns temas
Facilidade em abstrair e conceptualizar
Colocação em causa dos métodos de ensino, autonomia em demasia
Estabelecimento de relações de casualidade
Dificuldade em aceitar o ilógico
Organização do grupo, definição das tarefas do grupo, sistematização
Construção de regras e sistemas complicados, dominância face aos outros
Vocabulário amplo, muita informação sobre temas complexos
Aborrecimento com a escola, intelectualismo face aos problemas concretos
Pensamento crítico
Intolerância face aos outros, perfeccionismo
Criatividade, imaginação, invenção de formas diversas
Recusa de rotinas ou de repetição do que já sabem
Concentração intensa, permanência prolongada em áreas do seu interesse
Desagrado com interrupções, abstração dos pares quando concentrados
Sensibilidade, empatia
Inibição face à critica, necessidade de reconhecimento
Elevada energia, períodos de esforço intenso
Frustração face à inatividade, desorganização do trabalho dos pares, busca de estimulação
Independência, preferência pelo trabalho individual
Pouco conformismo, recusa pelos pares e professores
Interesses e habilidades diversas, versatilidade
Aparente desorganização, frustração por falta de tempo, elevadas expectativas e pressão dos outros
Forte sentido de humor (humor critico/apurado)
Falta de compreensão dos colegas, ironia a despropósito

Adaptado de Webb, (1993)

Relativamente à sobredotação, não podemos falar de um perfil único. Como as outras crianças, apresentam diferenças individuais entre si e só através do estudo adequado de cada criança, após um exame das suas diferenças peculiares, é que se poderá proporcionar uma educação adequada. Elas apresentam geralmente um conjunto de características muito próprias. A sobredotação baseia-se, sobretudo, no desempenho manifestado através da interação com os outros, com os objetos e com os conceitos, sendo que tudo isto acaba por manifestar-se no chamado “desempenho saliente” de onde emerge a sobredotação. Algumas características da sobredotação são:
- Capacidade acima da média, pela facilidade de obtenção de êxito em determinadas áreas, tarefas, conhecimentos ou competências;
- Persistência na resolução de uma tarefa;
- Níveis superiores de criatividade, através da qualidade das suas produções;
- Constante auto motivação para executar projetos desafiadores.
Todas as sociedades, nos diferentes contextos históricos, têm ou já tiveram indivíduos excecionalmente superiores, a quem se atribuiu a realização de pequenos e grandes feitos inovadores. O período histórico específico, o aspeto sociocultural e a família são variáveis ambientais que podem influenciar tanto em sentido positivo como em sentido negativo o desenvolvimento do indivíduo.
Na escola, as crianças sobredotadas devem ter um acompanhamento diferenciado, no entanto, muito pouco se tem feito em relação a esta situação e às necessidades educativas destes alunos. Há, até quem ache, que o tempo dispensado com estes alunos será necessário para trabalhar com os alunos com necessidades educativas especiais. Persiste, ainda a ideia de que as suas características pessoais lhes permitem atingir o desenvolvimento pessoal adequado por si próprios. É claro que esta é uma ideia completamente errada e que todas as crianças deveriam ter à partida, as mesmas igualdades de oportunidade numa escola que se quer, atualmente, inclusiva e diversificada.
Muitas vezes, são os próprios professores que não sabem muito bem o que fazer com estes alunos, pois estão habituados a trabalhar, essencialmente, com os alunos ditos “padrão” ou  alunos com dificuldades de aprendizagem.
Existem várias estratégias que podem ser utilizadas para responder às necessidades dos alunos sobredotados e talentosos. A adaptação da instrução ou dos programas curriculares são duas dessas estratégias, visto que é necessário manter elevados padrões para estes alunos. O professor pode optar pelo modelo da aprendizagem baseada em problemas, pois é um modelo de instrução que motiva os alunos para a pesquisa e resolução de problemas reais, podendo estes realizar trabalhos de laboratório ou fora da escola. É necessário e fulcral criar ambientes de aprendizagem ricos e diferenciados de forma a manter o interesse e a motivação dos alunos sobredotados. 

Professores devem:
Estar atentos e observar a criança nos diferentes domínios e momentos da sua vida diária

Confrontar as suas observações com informações fornecidas pelos pais

Recorrer a técnicos especializados na área em que a criança mostra mais aptidões para desenvolver melhor as suas capacidades (maiores e menores)

Fazer formação para adequar as metodologias às necessidades do aluno

Promover constantemente a sua integração social

Manter o contacto frequente com os pais do aluno

Praticar a diferenciação positiva

Promover um clima de confiança entre professor e aluno.

Bibliografia:
Arends, R. (2008). Aprender a Ensinar. Madrid: McGraWill.
Outros recursos:
 http://www.esepf.pt/u/apcs/formacao/guiasobre.htm





https://youtu.be/NB_umBPDzt0


Cláudia Mota Silva

quinta-feira, 26 de maio de 2016


Família e Escola


Como é do conhecimento geral, a família é o primeiro ambiente de convivência do ser humano, sendo que os pais, são a referência para a criança em desenvolvimento. É, pois, neste ambiente que começam a ser apreendidos valores éticos e comportamentais. 

A escola irá propiciar a socialização da criança, no entanto, a família será sempre um dos maiores responsáveis pela educação. A escola é a instituição que tem como objetivo principal assegurar o direito à educação, no entanto, o interesse dos pais é essencial para que a criança se sinta apoiada e valorizada em relação às suas experiências de aprendizagem. Assim, quando não existe parceria entre a escola e a família a situação complica-se. Na família contemporânea, a noção de respeito continua a existir, mudou foi de sentido. Os pais são os responsáveis pelos êxitos e fracassos dos filhos e tentam mobilizar uma série de estratégias de modo a elevar ao máximo a competitividade e sucesso do filho, face ao sistema escolar. No entanto, hoje em dia, um dos fatores que prejudica as nossas famílias é sem dúvida a diminuição da disponibilidade de tempo e quem sente mais são as crianças, refletindo-se esta situação, muitas vezes, nos resultados escolares. Assim, a escola e a família devem ter o mesmo objetivo comum, unir esforços e trabalhar em conjunto para que a criança alcance o sucesso educativo desejado.



Cláudia Mota Silva



https://youtu.be/VYrrl_z8JrU



Bibliografia:

- Nogueira, M. A.(2005). A relação família-escola na contemporaneidade: fenómeno social/interrogações sociológicas. Em análise social,vol.XL pp.563-578.

terça-feira, 24 de maio de 2016


Avaliação
Avaliação Formativa vs Avaliação Sumativa

AVALIAÇÃO FORMATIVA
AVALIAÇÃO SUMATIVA
           Práticas centradas nas competências.                

            Práticas centradas nos conteúdos.
    Ipsativa- centrada no aluno/compara o aluno consigo mesmo.
           Normativa – compara as aprendizagens do aluno com uma norma ou com as aprendizagens de um grupo.
    Avaliação como instrumento de regulação e autorregulação (o aluno aprende com o erro).
           Avaliação como balanço/certificação de saberes.
           Exige grande empenho por parte do docente e maior diversidade de estratégias e instrumentos.
          Exige empenho profissional do docente e menor diversidade de instrumentos e estratégias.
          Contínua – realizada durante o ciclo.

               Pontual – realizada no fim do ciclo.
    Feedback/contínuo - proativo, interativo e retroativo (função motivadora).
  Baseada numa classificação – feedback avaliativo/pontual (pode produzir efeitos desmotivadores).

Avaliar é um ato importante, trabalhoso e complexo para os docentes. Uma das principais finalidades do ensino é a de orientar o comportamento dos alunos para determinadas direções, ou seja, para os objetivos educacionais. Avaliar, será pois o processo de certificação se os objetivos estão a ser atingidos.
A avaliação é um processo contínuo, sistemático, descritivo e informativo, que requer descrições qualitativas e quantitativas, sendo um instrumento indispensável no processo ensino/aprendizagem. Ao contrário da avaliação, a classificação está limitada a descrições quantitativas do comportamento do aluno e visa colocar o aluno numa escala, resultando de uma comparação de resultados com um padrão pré-estabelecido. No entanto, a classificação não dispensa a avaliação, mas o contrário já se pode verificar. A classificação desperta ainda, um sentido de competição entre alunos, provoca, muitas vezes, efeitos negativos, no entanto, proporciona um sistema rápido e prático de registo do aproveitamento.
A avaliação é um meio e não um fim, onde há constantemente um feedback que permite a autorregulação, reformulação, ajustamento e correção.

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Avaliação de diagnóstico: tem como função verificar a presença ou ausência de conhecimentos prévios e aptidões que o aluno deve possuir. Pode ser realizada através de um teste diagnóstico, de um trabalho em grupo ou oralmente.

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Avaliação formativa: tem como finalidade reconhecer as dificuldades do aluno e procurar informá-lo. Na perspetiva cognitivista as informações são muito mais importantes do que as informações sobre os resultados. Para uma melhoria constante das aprendizagens, as atividades pedgógicas deverão centrar-se na modificação de tarefas: trabalhos individuais, interações, trabalhos em pequenos grupos, entre outras.

Resultado de imagem para imagens alunos a fazer testeAvaliação Sumativa: é mais geral e, geralmente, ocorre no fim de uma unidade didática. A distinção entre esta e a avaliação formativa não reside na grandeza da aprendizagem, mas no objetivo da avaliação.



Cláudia Mota Silva


Bibliografia:
- Proença, M. C.(1989). Didática da História. Lisboa, Universidade Aberta, p.144-169.
http://pt.slideshare.net/SimoneHelenDrumond/avaliao-tipos-e-funes-2-30002948


https://youtu.be/KNJS9-m7hcI


Pensamento do mês




Comemoração do aniversário


Portugal está de parabéns. Aquela que é considerada uma das nações com as fronteiras mais antigas da Europa celebrou, ontem, dia 23 de Maio, mais um aniversário de existência oficial.


Neste mesmo dia, em 1179, O Papa Alexandre III emite a bula "Manifestis Probatum" em que reconhece Portugal como Reino independente. Esta bula declarou o Condado Portucalense independente do Reino de Leão e, D. Afonso Henriques, o seu soberano. Reconheceu, ainda, a validade do Tratado de Zamora, assinado a 5 de outubro de 1143 em Zamora, pelo rei de Leão e por D. Afonso Henriques.

domingo, 22 de maio de 2016



Dia do Autor Português


Comemora-se hoje o Dia do Autor Português das diferentes áreas artísticas. Com o propósito de homenagear o autor português e destacar a sua importância, criou-se esta data comemorativa em 1982. Assinala-se, também, o aniversário da Sociedade Portuguesa de Autores.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Como educar uma criança para gostar de museus?


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A visita a um museu pode ser algo fascinante para uma criança, no entanto, a maior parte das vezes, é encarada como uma chatice e como algo de aborrecido, algo para adultos!
Há, pois, que educar e encorajar as crianças para este momento de lazer. Como se pode fazer isso?
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Primeiro passo - Ter em conta o que eles preferem. Procurar museus que lhes despertem interesse e não levar logo a criança ao primeiro museu que aparecer.
Exemplo de museus que possam despertar interesse: de brinquedos, de astronomia, de animais extintos…
Segundo passo – Hoje em dia podemos encontrar arte em diversos espaços, não só entre quatro paredes. Dar um passeio e procurar arte em diversos locais é, também, uma boa estratégia.
Terceiro passo – Procurar museus que incentivem a interação, com jogos e experiências dimensionais. Os museus de ciência são um dos exemplos preferidos.
Quarto passo – Começar enquanto são jovens…quanto mais cedo melhor, de forma a suscitar curiosidade e vontade de visitar espaços incríveis de cultura e história.
Quinto passo – Vá embora cedo. Não tente percorrer todo o museu numa única tarde…o que é demais, também aborrece e as crianças são peritas nisso!

http://porvir.org/como-educar-uma-crianca-para-gostar-de-museus/


Dia Internacional dos Museus

O dia internacional dos museus é celebrado anualmente a 18 de maio.
Esta data comemora-se desde 1977 e foi proposta pelo Conselho Internacional de Museus (organismo da UNESCO).
Este é um dia especial para quem não tem hipótese de visitar museus pois, em muitos deles, a entrada é gratuita e o horário alargado.

Todos os anos é escolhido um tema central para comemorar este dia, sendo que o tema de 2016 é: "Museus e paisagens culturais".

Deixo aqui alguns museus que vale a pena visitar!
Carpe Diem!


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Museu Berardo - Madeira

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Aquário da Madeira

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Museu de Arte Sacra - Funchal

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Museu Nacional dos Coches

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Museu do Brinquedo - Lisboa