Às vezes é necessário fazer quilómetros para chegar à escola, mas a vontade de aprender é superior!
http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2014-09-08-a-caminho-da-escola
http://noctulachannel.com/caminhos-mais-perigosos-para-escola/
Consegues imaginar que, para ires à escola, tinhas que percorrer alguns dos caminhos mais perigosos do mundo? Andar a pé vários quilómetros, descer rios numa bóia, passar pontes perigosas, subir montanhas ou até fazer slide? Isso é o que muitas crianças têm que fazer para terem aulas…
É importante não esquecer que, em algumas partes do mundo, a escola é um luxo difícil de alcançar. Muitas crianças têm que fazer os mais incríveis e inimagináveis caminhos para receber a educação que alguns de nós veem como garantido.
Estas fotografias vão mostrar-te o quanto algumas crianças estão dispostas a ir para ter uma educação.
Cinco horas de viagem pelas montanhas num caminho muito estreito, provavelmente, a escola mais remota do mundo. (Gulu, China)
Alunos sobem escadas de madeira inseguras para ter aulas. (Aldeia de Zhang Jiawan, sul da China)
Crianças viajam para um colégio interno através dos Himalaias. (Zanskar, Índia)
Os alunos a atravessar uma ponte suspensa danificada. (Lebak, Indonésia)
http://noctulachannel.com/caminhos-mais-perigosos-para-escola/
Em Portugal, temos atualmente e infelizmente, ainda alguns casos de crianças que moram muito longe da escola e que têm que percorrer vários quilómetros por dia para prosseguirem os seus estudos, no entanto, nada comparável ao que estas crianças passam!
120 quilómetros diários para ir à escola
Diogo Santos, sete anos, sofre de amaurose congénita de Leber, uma forma hereditária de perda de visão. Um caso raro que acontece à nascença. Perdeu a visão nessa altura.
Nos primeiros cinco anos, frequentou o infantário da cidade, mas desde o ano letivo 2014/2015, altura em que passou para o primeiro ciclo, Mirandela deixou de ter capacidade de resposta, porque não existe uma escola de referência nem foi colocada qualquer professora especializada em Braille.
O Estado criou uma rede de escolas de referência para a inclusão de alunos cegos ou baixa visão. Na região transmontana, só havia duas: ou o Agrupamento de Escolas Abade de Baçal, em Bragança, ou Diogo Cão, em Vila Real, escola sobre a qual recaiu a escolha.
A rotina diária foi completamente alterada. Diogo levanta-se todos os dias às sete horas para, meia hora depois, estar à porta de casa pronto a viajar até Vila Real, onde frequenta a escola, numa turma com mais 25 alunos. São cerca de 60 quilómetros de táxi. “A escola contratou uma empresa para levar o Diogo e outra menina de Cabanelas”, conta o pai, Miguel Ângelo.
O regresso acontece cerca das 17.30 horas, com a chegada a casa às 18.15 horas. São 120 quilómetros diários.
https://escolapt.wordpress.com/2015/12/28/120-quilometros-diarios-para-ir-a-escola/
É com estas imagens impressionantes e com estas crianças fantásticas que se constrói o mundo! É por isto e muito mais que vale a pena abraçar esta profissão de corpo e alma!!!

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