terça-feira, 26 de abril de 2016

A importância da planificação (1)

     Na minha opinião, planificar é um dos trabalhos que mais exige a um professor. Uma planificação coerente e exequível, envolve a distribuição do tempo, a escolha dos métodos de ensino adequados, aspetos motivadores e a construção de um ambiente de aprendizagem produtivo. Planificar é, pois, estabelecer um todo coerente e lógico, visto que esta, tem que fazer sentido. O programa, o currículo, os alunos e as características do contexto de aprendizagem são fatores importantes para a elaboração de uma planificação. Os professores planificam para diferentes períodos de tempo, no início do ano letivo planifica-se a longo prazo (planificação anual) tendo em conta o programa da disciplina, posteriormente, elaboram-se planos a médio prazo (plano de unidade) e, por fim, o plano de aula ou tema. Uma boa planificação deve ser coerente, adequada, flexível, contínua, precisa, clara e rica. Segundo Arends, podemos distinguir dois modelos de planificação, o modelo racional-linear, no qual se define primeiro as finalidades e depois é que se selecionam as estratégias específicas para atingir os fins e o modelo não linear que usa um processo inverso ao anterior, primeiro a ação e só depois a atribuição de objetivos. Qualquer um dos modelos é viável desde que tenham em conta o aluno e a sua aprendizagem. A planificação é um processo cíclico que influencia todo o trabalho posterior.

Fases da planificação
Antes do ensino
Durante o ensino
Após o ensino
-Escolher o conteúdo;
-Escolher a abordagem;
-Atribuir tempo e espaço;
-Determinar estruturas;
-Determinar motivação.
-Apresentar;
-Interrogar;
-Ajudar;
-Proporcionar oportunidade de prática;
-Executar transições;
-Gestão e disciplina.
-Verificar a compreensão;
-Proporcionar informação acerca do desempenho
Elogiar e criticar;
-Avaliar;
-Classificar;
-Relatar.


Como refere Miguel Zabalza (1994) “O professor tem que apostar decididamente em ser ele próprio o co-responsável pelo projeto e pela gestão do seu próprio trabalho na aula.” Cabe, pois ao professor, a elaboração da sua planificação de acordo com os objetivos que pretende atingir. A minha planificação para um tema específico pode ser muito positiva e traduzir-se nos resultados esperados e para outro docente não. Penso que os alunos devem estar no centro de toda e qualquer planificação e o docente deve ter a capacidade de colocar a si próprio as seguintes questões: que conhecimentos, competências, aptidões, atitudes e valores desejo que os meus alunos adquiram e desenvolvam? Que estratégias posso utilizar de forma a que todos possam atingir o sucesso educativo?
Para ajudar o professor a planificar existe ainda, uma série de mediadores da planificação (livros de texto; materiais comerciais; guias curriculares; revistas e experiências ouvidas/lidas), que possuem uma importância elevada na orientação/ajuda à elaboração de bons planos.
Na minha opinião, penso que a planificação é de extrema importância para qualquer docente, independentemente da disciplina que lecione ou ano de escolaridade, pois por muitos anos de profissão/experiência que um professor já possua no seu currículo, esta funcionará sempre como um excelente guia orientador.

Cláudia Mota Silva
Bibliografia:
- Arends, R. (2008). Aprender a Ensinar. Madrid: McGrawHill.
- Miguel Zabalza, Planificação e Desenvolvimento Curricular na Escola, Ed. ASA, Porto, 1994 



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