A importância da
planificação (1)
Na minha opinião, planificar é um dos
trabalhos que mais exige a um professor. Uma planificação coerente e exequível,
envolve a distribuição do tempo, a escolha dos métodos de ensino adequados,
aspetos motivadores e a construção de um ambiente de aprendizagem produtivo. Planificar
é, pois, estabelecer um todo coerente e lógico, visto que esta, tem que fazer
sentido. O programa, o currículo, os alunos e as características do contexto de
aprendizagem são fatores importantes para a elaboração de uma planificação. Os
professores planificam para diferentes períodos de tempo, no início do ano
letivo planifica-se a longo prazo (planificação anual) tendo em conta o
programa da disciplina, posteriormente, elaboram-se planos a médio prazo (plano
de unidade) e, por fim, o plano de aula ou tema. Uma boa planificação deve ser
coerente, adequada, flexível, contínua, precisa, clara e rica. Segundo Arends,
podemos distinguir dois modelos de planificação, o modelo racional-linear, no
qual se define primeiro as finalidades e depois é que se selecionam as
estratégias específicas para atingir os fins e o modelo não linear que usa um
processo inverso ao anterior, primeiro a ação e só depois a atribuição de
objetivos. Qualquer um dos modelos é viável desde que tenham em conta o aluno e
a sua aprendizagem. A planificação é um processo cíclico que influencia todo o
trabalho posterior.
Fases da planificação
Antes do ensino
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Durante o ensino
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Após o ensino
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-Escolher o conteúdo;
-Escolher a abordagem;
-Atribuir tempo e espaço;
-Determinar estruturas;
-Determinar motivação.
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-Apresentar;
-Interrogar;
-Ajudar;
-Proporcionar
oportunidade de prática;
-Executar
transições;
-Gestão e
disciplina.
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-Verificar a
compreensão;
-Proporcionar
informação acerca do desempenho
- Elogiar e criticar;
-Avaliar;
-Classificar;
-Relatar.
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Como refere Miguel Zabalza (1994) “O
professor tem que apostar decididamente em ser ele próprio o co-responsável
pelo projeto e pela gestão do seu próprio trabalho na aula.” Cabe, pois ao
professor, a elaboração da sua planificação de acordo com os objetivos que
pretende atingir. A minha planificação para um tema específico pode ser muito
positiva e traduzir-se nos resultados esperados e para outro docente não. Penso
que os alunos devem estar no centro de toda e qualquer planificação e o docente
deve ter a capacidade de colocar a si próprio as seguintes questões: que
conhecimentos, competências, aptidões, atitudes e valores desejo que os meus
alunos adquiram e desenvolvam? Que estratégias posso utilizar de forma a que
todos possam atingir o sucesso educativo?
Para ajudar o professor a planificar
existe ainda, uma série de mediadores da planificação (livros de texto;
materiais comerciais; guias curriculares; revistas e experiências ouvidas/lidas),
que possuem uma importância elevada na orientação/ajuda à elaboração de bons
planos.
Na minha opinião, penso que a
planificação é de extrema importância para qualquer docente, independentemente
da disciplina que lecione ou ano de escolaridade, pois por muitos anos de
profissão/experiência que um professor já possua no seu currículo, esta
funcionará sempre como um excelente guia orientador.
Cláudia Mota Silva
Bibliografia:
- Arends, R. (2008). Aprender a Ensinar. Madrid: McGrawHill.
-
Miguel Zabalza, Planificação e
Desenvolvimento Curricular na Escola, Ed. ASA, Porto, 1994
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