Para descansar a mente...
Clair de Lune-Debussy
https://youtu.be/CvFH_6DNRCY
David Garrett-Albinoni-Adagio
https://youtu.be/K0W2kcH74Ws
Alunos Sobredotados
"Três a cinco por cento das crianças e adolescentes portugueses são sobredotados, mas não existe qualquer apoio para estes alunos em Portugal. O presidente da Associação Nacional para o Estudo e a Intervenção na Sobredotação (ANEIS), defende que a solução passa por "uma escola inclusiva" e pela formação dos professores. Tudo para evitar que os sobredotados acabem por ter insucesso escolar."
http://www.dn.pt/arquivo/2005/interior/alunos-sobredotados-fora-dos-curriculos-escolares-609033.html
Esta foi uma notícia de 2005, mas se pensarmos bem, atualmente, a situação continua praticamente igual.

Características e potenciais problemas associados à
sobredotação
Características
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Problemas
possíveis
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Aquisição e retenção rápida da informação
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Impaciência face à
lentidão dos outros, alheamento
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Atitude investigativa, curiosidade, motivação
intrínseca
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Perguntas desconcertantes, obstinação em alguns temas
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Facilidade em
abstrair e conceptualizar
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Colocação em causa dos métodos de ensino, autonomia em demasia
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Estabelecimento de relações de casualidade
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Dificuldade em aceitar o ilógico
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Organização do grupo, definição das tarefas do
grupo, sistematização
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Construção de regras e sistemas complicados, dominância face aos outros
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Vocabulário amplo, muita informação sobre temas
complexos
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Aborrecimento com a escola, intelectualismo face aos problemas concretos
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Pensamento crítico
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Intolerância face aos outros, perfeccionismo
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Criatividade, imaginação, invenção de formas
diversas
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Recusa de rotinas ou de repetição do que já sabem
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Concentração intensa, permanência prolongada em
áreas do seu interesse
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Desagrado com interrupções, abstração dos pares quando concentrados
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Sensibilidade, empatia
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Inibição face à critica, necessidade de reconhecimento
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Elevada energia, períodos de esforço intenso
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Frustração face à inatividade, desorganização do trabalho dos pares,
busca de estimulação
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Independência, preferência pelo trabalho
individual
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Pouco conformismo, recusa pelos pares e professores
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Interesses e habilidades diversas,
versatilidade
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Aparente desorganização, frustração por falta de tempo, elevadas
expectativas e pressão dos outros
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Forte sentido de humor (humor critico/apurado)
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Falta de compreensão dos colegas, ironia a despropósito
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Adaptado de Webb, (1993)
Relativamente à sobredotação, não podemos falar de um perfil único. Como as outras crianças, apresentam diferenças individuais entre
si e só através do estudo adequado de cada criança, após um exame das suas
diferenças peculiares, é que se poderá proporcionar uma educação adequada. Elas
apresentam geralmente um conjunto de características muito próprias. A
sobredotação baseia-se, sobretudo, no desempenho manifestado através da
interação com os outros, com os objetos e com os conceitos, sendo que tudo isto
acaba por manifestar-se no chamado “desempenho saliente” de onde emerge a
sobredotação. Algumas características da sobredotação são:
- Capacidade acima
da média, pela facilidade de obtenção de êxito em determinadas áreas, tarefas,
conhecimentos ou competências;
- Persistência na
resolução de uma tarefa;
- Níveis superiores
de criatividade, através da qualidade das suas produções;
- Constante auto motivação
para executar projetos desafiadores.
Todas as sociedades,
nos diferentes contextos históricos, têm ou já tiveram indivíduos excecionalmente
superiores, a quem se atribuiu a realização de pequenos e grandes feitos
inovadores. O período histórico específico, o aspeto sociocultural e a família
são variáveis ambientais que podem influenciar tanto em sentido positivo como
em sentido negativo o desenvolvimento do indivíduo.
Na escola, as
crianças sobredotadas devem ter um acompanhamento diferenciado, no entanto,
muito pouco se tem feito em relação a esta situação e às necessidades
educativas destes alunos. Há, até quem ache, que o tempo dispensado com estes
alunos será necessário para trabalhar com os alunos com necessidades educativas
especiais. Persiste, ainda a ideia de que as suas
características pessoais lhes permitem atingir o desenvolvimento pessoal
adequado por si próprios. É claro que esta é uma ideia completamente errada e
que todas as crianças deveriam ter à partida, as mesmas igualdades de
oportunidade numa escola que se quer, atualmente, inclusiva e diversificada.
Muitas vezes, são os
próprios professores que não sabem muito bem o que fazer com estes alunos, pois
estão habituados a trabalhar, essencialmente, com os alunos ditos “padrão” ou alunos com dificuldades de aprendizagem.
Existem várias estratégias que podem ser utilizadas para responder às necessidades dos alunos sobredotados e talentosos. A adaptação da instrução ou dos programas curriculares são duas dessas estratégias, visto que é necessário manter elevados padrões para estes alunos. O professor pode optar pelo modelo da aprendizagem baseada em problemas, pois é um modelo de instrução que motiva os alunos para a pesquisa e resolução de problemas reais, podendo estes realizar trabalhos de laboratório ou fora da escola. É necessário e fulcral criar ambientes de aprendizagem ricos e diferenciados de forma a manter o interesse e a motivação dos alunos sobredotados.
Existem várias estratégias que podem ser utilizadas para responder às necessidades dos alunos sobredotados e talentosos. A adaptação da instrução ou dos programas curriculares são duas dessas estratégias, visto que é necessário manter elevados padrões para estes alunos. O professor pode optar pelo modelo da aprendizagem baseada em problemas, pois é um modelo de instrução que motiva os alunos para a pesquisa e resolução de problemas reais, podendo estes realizar trabalhos de laboratório ou fora da escola. É necessário e fulcral criar ambientes de aprendizagem ricos e diferenciados de forma a manter o interesse e a motivação dos alunos sobredotados.
Professores devem:
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Estar atentos e observar a criança nos
diferentes domínios e momentos da sua vida diária
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Confrontar as suas observações com informações
fornecidas pelos pais
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Recorrer a técnicos especializados na área em
que a criança mostra mais aptidões para desenvolver melhor as suas
capacidades (maiores e menores)
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Fazer formação para adequar as metodologias às
necessidades do aluno
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Promover constantemente a sua integração social
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Manter o contacto frequente com os pais do
aluno
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Praticar a diferenciação positiva
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Promover um clima de confiança entre professor
e aluno.
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Bibliografia:
Arends, R. (2008). Aprender a Ensinar. Madrid: McGraWill.
Outros recursos:
http://www.esepf.pt/u/apcs/formacao/guiasobre.htm
https://youtu.be/NB_umBPDzt0
Cláudia Mota Silva
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